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Projeto de lei propõe que cães e gatos sejam enterrados em cemitérios humanos junto com seus donos

Por Elaine Paiva

Na tarde desta quarta-feira, 8 de abril, foi protocolado na Câmara Municipal de São Paulo, um projeto de autoria do Vereador Roberto Tripoli que propõe que cães e gatos sejam enterrados em cemitérios humanos junto com seus donos.

De acordo com o parlamentar a motivação do projeto é a consideração que as pessoas têm pelos seus animais. Uma pesquisa recente feita com a participação de 200 pessoas, revolou que 89% delas gostariam de ser enterradas junto aos seus animais.

Vereador mais votado de São Paulo, Roberto Tripoli é conhecido por seus trabalhos voltados para a Proteção Animal, destacando-se projetos como o Primeiro Hospital Veterinário Público do Brasil e a castração gratuíta para cães e gatos do municipio de São Paulo.

O novo projeto, protocolado hoje, será analisado pela Câmara Municipal de São Paulo que deve se posicionar contra ou a favor.


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O preconceito nosso de cada dia

Acabo de voltar das compras no supermercado. Ao passar no caixa para fazer o pagamento, enchi caixas enormes com as mercadorias (não estamos usando sacolas plásticas). Colocamos no carrinho e procuramos o “rapaz da entrega”. De repente, surgiu uma moça bonitinha, baixinha, lorinha com luzes nos cabelos e disse: É entrega, moça? Eu disse: É sim. E pensei: Putz, enchi as caixas, coitada desta mocinha, achei que seria um cara!!! Então, a moça, mais do que rapidamente, empurrou o carrinho de compras até o carro dela, retirou com facilidade as caixas enormes e colocou no porta-malas. E quando chegou a minha casa descarregou com a mesma facilidade. Eu disse: Deixa eu te ajudar, moça. Isso aí está muito pesado! E ela: Não, eu faço isso a toda hora, já me acostumei. Então, pensei: Eita, preconceito que não nos deixa!


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Hospital Público para cães e gatos? Pra quê?

Por Elaine Paiva

Talvez em outros tempos, eu achasse totalmente desnecessária a criação de um Hospital Público para cães e gatos e, sem pensar ou avaliar a real necessidade, estaria especulando e procurando defeitos em tal criação para dar cada vez mais fundamento ao meu “achismo”.

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Porém, trabalhando cada vez mais próxima à Proteção Animal, isso indiretamente, pude perceber o quanto os animais sofrem abandonados pelas ruas (sim, assim como as crianças, antes que alguém o diga), e o quanto sofre também o animal de quem não tem condições de lhe dar um tratamento pelo menos básico de saúde ou de frequentar um serviço veterinário particular.

Falo, porque presencio diariamente a dor dessas pessoas, e foi o que fez mudar meu pensamento a respeito da criação de uma Unidade Pública de Saúde para animais. E falo, porque só estando bem perto, pude perceber que talvez eu não pudesse entender, ou você não pudesse entender, mas quem realmente gosta ou valoriza um animal, até como um filho ou uma pessoa da família, com certeza entende.

Passei alguns dias dentro da primeira Unidade Pública de Saúde para cães de gatos do país. E pude ter contato com a sua evolução desde o seu nascimento. Como uma coisa que começa sem um exemplo para seguir, assim também este serviço passará por mudanças, mudanças e mudanças até que chegue a um modelo que seja melhor para a população que se destina, por isso, segundo a direção do hospital, todas a opiniões serão bem vidas para que cada vez mais uma luz se abra de encontro ao caminho certo.

O Serviço Veterinário da Anclivepa-SP, como é chamado oficialmente, é destinado à população de baixa renda, ou seja, é feito para que aquele cara que não tem a menor condição de tratar seu animal em um serviço particular, possa tratá-lo com dignidade em uma unidade construída com seus próprios recursos (impostos que paga). Mas, o bom senso falta para algumas pessoas, e quando se ouve a palavra “Público”, muitos, mesmo tendo condições financeiras, tomam para si  o direito de receber o benefício e não pensam em nenhum momento na solidariedade de ceder o espaço para quem realmente precisa.

E como triar essas pessoas? Como escolher quem deve ou não receber? A princípio o serviço foi destinado às pessoas que recebem benefícios como o Renda Mínima, Bolsa Família e também aos cachorros e gatos de abrigo e do Centro de Zoonozes. A questão de atender pessoas que recebem benefícios da Prefeitura caiu como uma bomba sobre muitos, já que muita gente realmente pobre, não recebe tais benefícios.

O que muitos esquecem de pensar é que existem na cidade 3 milhões de cães e gatos (segundo dados da Prefeitura de São Paulo), e existe apenas um Serviço Público na cidade, aliás no país  inteiro, que deve abraçar essa população. Por isso, surgiram muitos comentários como: “É bom, mas deveria ser para todos”, “É bom, mas é só um?”, “É bom, mas foi feito em beneficio próprio”…

Nada é tão bom ou tão ruim quanto parece. Sempre vamos encontrar falhas, principalmente em algo que nunca foi feito antes. E todos os comentários são bem vindos, pois, como há de melhorar se não se sabe o que mudar?

Críticas apenas por críticas caem por terra. O que vale é quando se diz algo que vai mudar ou tornar o serviço ainda melhor ou próximo do que se deve ser. Ao que parece, pelo menos ele tem cumprido o seu papel de atender pessoas que perderiam seus animais por falta de dinheiro.

A procura tem sido imensa, já que muitos precisam do serviço e quem madruga em uma fila para isso é porque realmente ama o seu animal.  Senhas são distribuídas às 7h00 da manhã. O hospital tem feito mais de 80 atendimentos por dia. Emergência não passa por triagem. Tratamento e consulta sim.

Reuniões constantes são feitas pela diretoria em busca de cada vez mais adequar a unidade ao que se destina. Há duas semanas atrás, houve uma reunião com representantes de ONGs de São Paulo e uma das sugestões (a contratação de uma assistente social para triar os atendidos) já foi implantada.

Estive conversando com algumas pessoas durante o período em que estive por lá e tenho ido constantemente para constatar o quanto tem se feito necessária a implantação de uma Unidade Pública de Saúde para cães e gatos. Ideia que a muitos fez brilhar os olhos e a outros fez pensar: Mas para que isso?

Diariamente postarei histórias de quem realmente precisa do Serviço e que chegou a perder as esperanças de ter seu animalzinho vivo por falta de dinheiro.

O Primeiro Hospital Público do Brasil, apelidado de Publicão, nasceu de uma emenda do vereador Roberto Tripoli (PV), que também participou de projetos como a fiscalização e o combate ao comércio ilegal de cães e gatos, da implantação Merenda Vegetariana em Escolas Públicas e outros projetos voltados para a Proteção Animal.  A novidade surgiu como utopia para os céticos, mas em julho deste ano, o projeto foi posto em prática pela Prefeitura de São Paulo.

A unidade, que é administrada pela Anclivepa (Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo), fica na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo e funciona de segunda a sábado das 7h às 19h. De acordo com a diretoria, os atendimentos são preferenciais à população de baixa renda, sendo assim, os atendidos passam pela triagem de uma assistente social. Para mais informação, ligue 11 2667-7795 / 11 2667-7804 / 11 2667-7789 / 11 2667-7793.


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Anclivepa-SP quer formar um Conselho de ONGs para atuar no hospital público veterinário

Dr. Ricardo Coutinho reafirma que está aberto a sugestões

O presidente da Anclivepa-SP, médico veterinário Ricardo Coutinho do Amaral, pretende formar um Conselho de ONGs para atuar no 1º Hospital Público Veterinário de Cães e Gatos, implantado em São Paulo, a partir de convênio da Prefeitura com esta entidade de médicos veterinários, avanço possibilitado por emenda ao orçamento municipal feita pelo vereador Roberto Tripoi (PV/SP).

Esse conselho havia sido sugerido pelo vereador Tripoli à Anclivepa, quando o hospital estava em fase de concretização. Agora, a idéia foi encampada pelo Dr. Coutinho, que acha importante algumas questões serem delineadas com a participação do movimento de proteção animal, inclusive o melhor formato para o atendimento de animais salvos do abandono por protetores independentes e ONGs que mantêm abrigos.

Além disso, esse conselho e a direção do hospital poderão analisar casos de pessoas que passam por situações de privação financeira e que ainda não tem ainda acesso a programas públicos, como o bolsa família, mas que possuem animais necessitando de atendimento.

Em carta divulgada recentemente pela Anclivepa-SP, Ricardo Coutinho detalhou alguns critérios visando priorizar, no atendimento do hospital, animais pertencentes a pessoas carentes. E alguns protetores sentiram-se excluídos. “Vamos convidar as ONGs para formar um conselho para que possamos aprimorar a normatização do atendimento aos animais de protetores independentes”, afirma Coutinho.

O médico veterinário frisa que conforme já afirmou na carta que está publicada no site da Anclivepa-SP, “a entidade está aberta a sugestões de toda a população, inclusive dos protetores”. Ele observa que o hospital é pioneiro, nunca houve no Brasil uma experiência como esta e, até por isso, tudo está começando do zero, inclusive a elaboração de normas de acesso ao serviços do hospital.

O presidente da Anclivepa insiste: “nosso interesse, nosso foco é tirar o animal da dor e do sofrimento, daí a necessidade de priorizar o atendimento de cães e gatos que, sem o hospital publico, não teriam qualquer socorro”. Coutinho lembra ainda que obviamente o hospital tem limites para o atendimento, inclusive limites em sua estrutura física, e por isso a “necessidade de priorizar os carentes, sempre evitando cometer qualquer injustiça”.

Nesse sentido, Ricardo Coutinho garante que o hospital não está fechado aos protetores de animais. “Só precisamos normatizar esse atendimento e, para isso, esperamos contar com as ONGs”, reitera. O presidente da Anclivepa-SP resume seu posicionamento afirmando; “não queremos cometer injustiça com os animais, com os protetores, com as pessoas, e nem com nossos colegas médicos veterinários. O hospital veterinário público está sendo pensado para beneficiar todos, de forma direta ou indireta e não para prejudicar”.

Coutinho lembra que muitos médicos veterinários se esforçam tremendamente para atender cães e gatos salvos por protetores, inclusive sacrificando-se financeiramente. “Esses são animais que antes não tinham outra possibilidade de socorro e agora terão”, observa. Ricardo Coutinho frisa que o bem-estar animal e o amparo dos proprietários carentes foram itens prioritários nessa luta do vereador Roberto Tripoli (PV-SP), na decisão da Anclivepa-SP de assumir o hospital quando convidada pela Prefeitura, e na iniciativa do próprio Governo municipal.

“Todos ousaram” – garante Coutinho. “Não temos modelo para copiar, estamos desbravando um novo horizonte para os animais, para a sociedade, para o movimento de proteção animal, para os próprios médicos veterinários”, frisa o presidente da Anclivepa-SP, esperando que o modelo seja copiado pelo Brasil inteiro.

Ricardo Coutinho conta ainda que há 30 anos atende animais em sua clínica, localizada em um bairro periférico, e que perdeu a conta das vezes em que escutou pessoas dizerem “precisamos de um INSS ou de um SUS veterinário”. Ainda segundo o médico veterinário, “essa realidade conhecemos bem, e ajudar o maior número de animais carentes, abrindo um novo caminho também para a medicina veterinária, foram questões que pesaram no momento em que a Anclivepa-SP decidiu, com toda sua diretoria, assumir esse projeto pioneiro e, com certeza, muito ousado, surgido no seio da proteção animal e abraçado pelo vereador Tripoli”.


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1º Hospital Veterinário Público do Brasil já funciona na Zona Leste de São Paulo

Por Elaine Paiva

Ainda em fase de testes, o “Publicão”, como foi apelidado o primeiro Hospital Veterinário Público do Brasil, já funciona no bairro do Tatuapé, zona leste da cidade de São Paulo. O projeto surgiu de uma emenda do vereador Roberto Tripoli (PV) e faz parte das ações da Coordenadoria Especial de Proteção a Animais Domésticos, criada pela Prefeitura de São Paulo no dia 23 de junho.

A unidade, totalmente custeada pela Prefeitura de São Paulo, foi inaugurada no dia 2 de julho e será administrada pela Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo).

De acordo com o diretor geral do hospital, Ricardo Coutinho do Amaral, o atendimento é totalmente gratuito e exclusivo para proprietários de animais devidamente inscritos nos Programas Sociais da Prefeitura Municipal de São Paulo (Bolsa Família e Renda Mínima), animais oriundos de abrigos e ONGs de proteção animal, também devidamente registrados. “Terão atendimento também os animais mantidos no CCZ que adoecerem e necessitarem de cuidados veterinários”, afirmou.

Ricardo Coutinho disse que o atendimento ainda é limitado e que muitas modificações podem acontecer. O diretor disse ainda que está aberto a sugestões.

Em poucos dias de funcionamento, o Serviço Veterinário da Anclivepa-SP, como é oficialmente chamado, conta uma equipe de 14 veterinários e atende especialidades como ortopedia, anestesiologia, dermatologia, clínica médica, laboratório de análises clínicas, cirurgia geral e futuramente deve contar com oftalmologia, endocrinologia, nefro e urologia, acupuntura e homeopatia, ultrassonografia, radiologia, medicina de felinos e oncologia.

Segundo, Renato Tartália, diretor administrativo do hospital. A inauguração da unidade veterinária pública é um sonho realizado, pois vai além de uma ação de Proteção Animal, é um resgate de cidadania. “É um sonho poder levar aos cães e gatos das pessoas menos favorecidas, o mesmo tratamento que é oferecido aos pacientes das clínicas e hospitais veterinários particulares. Acreditamos que o alcance social disso, será enorme. Estamos certos de que o amor que as pessoas sentem por seus animais de estimação independe da classe social que pertençam”, disse.

O Serviço Veterinário da Anclivepa-SP está localizado na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, Tatuapé , São Paulo e funciona de segunda à sexta-feira das 7h às 19h. Para ser atendido, o tutor deve comparecer à unidade com R. G., CPF, comprovante de residência e carteirinha do benefício social (renda mínima, bolsa família).  Para mais informação, ligue 11 2667-7795 / 11 2667-7804 / 11 2667-7789 / 11 2667-7793.

A primeira cirurgia – História do Cãozinho Max

Oi, amigos leitores. Como uma pessoa que sempre se emociona com finais felizes, eu não poderia deixar de contar essa história. Tive o prazer de presenciar a primeira cirurgia feita no Hospital Veterinário da Anclivepa-SP, a do cãozinho Max.

Como muitas histórias que vemos por aí, Max faz parte da grande população de cães e gatos que não têm condições financeiras para tratamentos veterinários particulares e passou por uma situação muito difícil.

No final do mês de junho, Max caiu da laje da casa onde mora, fraturou as duas patinhas dianteiras e não conseguia mais caminhar nem se equilibrar sobre elas. No dia do acidente, Graziela, tutora de Max, o levou a uma clínica veterinária próxima de sua casa, Max passou por uma avaliação, e foi constatada a necessidade de uma cirurgia nas duas patinhas. O valor? De 1.500 a R$ 1.200. “Eu não tinha esse dinheiro, e também não tenho cheque nem cartões de crédito”, me contou Graziela, quando conversamos.

Desolada, Graziela, que mora de aluguel e que havia descoberto que estava grávida, voltou para a casa e tomou a triste decisão: “Eu não tinha o que fazer, não era maldade nossa, mas para mim, ele iria ter que ficar assim para sempre e viver com a deficiência, não tínhamos onde conseguir o dinheiro”, lamentou. Fiquei emocionada ao imaginar a situação.

Max conviveu por 20dias com a fratura e quando já não tinha mais esperanças, Graziela recebeu um telefonema, no qual não acreditou. “Me ligaram dizendo que havia um hospital público, onde o Max poderia fazer a cirurgia gratuitamente, eu não acreditei. Ouvi dizer sobre o projeto do vereador Tripoli, mas não sabia que já estava funcionando”, contou.

Max foi encaminhado para o hospital e foi operado por uma equipe de veterinários da Anclivepa-SP. Inaugurou o centro cirúrgico e hoje se recupera bem, já até consegue ficar de pé sobre as duas patinhas, como podem ver nesta foto que fiz, quando tive o prazer de ir visitá-lo na internação do hospital.

Graziela conta, que Max é um cãozinho muito agitado e que gosta muito de brincar. Seria realmente triste que não o pudesse mais fazer. “Estou super feliz que ele tenha conseguido, agradeço a esse vereador, aos veterinários e a todas essas pessoas que se preocupam com os animas assim como se preocupam com as pessoas”, emocionou-se Graziela.

Max é um fofo e realmente muito muito muito agitado, já já estará correndo novamente.Cuidado, heim Max! Ah, e cuidado Graziela, não deixe mais o lindinho nas alturas!

E que venham mais iniciativas como essa por todo o país, pois como disse o dr. Renato Tartália, “São atitudes como essa que  resgatam a cidadania  e a auto estima dos que vivem à margem dos seus direitos”.

Conheça as instalações do Serviço Veterinário da Anclivepa-SP

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Abraços. Elaine Paiva