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Je suis oussi fatiguée par le culte de la jeunesse!

Nada está mais na moda hoje do que ser lindo, magro, famoso e jovem (e não necessariamente nessa ordem). E na corrida pela beleza e juventude, muitos acabam deixando de viver fases importantes de suas vidas e se apegam a valores supérfluos para continuar se sentido bem, bonitos, felizes, mantendo-se longe das temidas rugas (a famosa síndrome do Peter Pan).

Jornais, revistas, e TV, principalmente com o boom dos reallity shows (ou não sei se digo “as bundas”), são alguns dos fortes ditadores da beleza jovem. Como se só fosse possível ser bonito, sexy e feliz na adolescência e juventude.

Cirurgias plásticas, atualmente, são usadas como se fossem retoques de maquiagem: a todo o momento. Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em 2010, registrou que no Brasil foram realizadas cerca de 1700 cirurgias por dia, sendo 69% cirurgias estéticas. Não é preciso dizer mais nada não é?

Pois bem, é preciso dizer que, “para a felicidade geral das nações”, ainda existem pessoas que andam na contramão e que mostram que o lugar certo nem sempre é onde a fila está maior. Uma dessas pessoas é o ousado estilista Tom Ford, que assinou os editoriais da edição de dezembro da Vogue Francesa e neles trouxe diversos ensaios subversivos, entre eles, um protesto contra o culto à juventude.

Nas polêmicas páginas, Tom trouxe uma série de fotos de idosos em cenas sexies e quentes. “Estou cansado da rejeição cultural à velhice e do estigma das rugas e cabelos brancos”, disse o estilista.

E com maquiagem e figurinos riquíssimos e sensibilidade extrema, Tom mostrou que há sim beleza em todas as idades e que a bagagem que a idade trás, só é um aditivo para melhorar as atitudes.

Merece ser visto:

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