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Leitura Safadista

Sempre fui adepta da leitura de contos eróticos. Gosto este há tempos adormecido, porém recentemente despertado pela minha amiga e escritora Lavinía Slutz (https://www.facebook.com/LSlutz?fref=ts).

Outro dia, ouvi em um programa de televisão, que os homens são estimulados pela visão e as mulheres pela imaginação, por isso, a grande maioria delas deveria se interessar pela leitura despudorada, como define minha amiga Lavínia.

Não tenho tanta certeza assim que a mulher não seja tão “do visual”, creio que seja sim. Mas tenho quase certeza de que a “leitura safadista” atrai a maioria de nós mulheres, até e principalmente as mais cheias de pudores.

Talvez ler, seja uma forma de tratar sobre sexo sem ter alguém te olhando de lado e pensando: É, sua safada!

Mas ainda temos este pensamento em nossos modernosos tempos? Sim, temos.

Ainda enfrentamos dificuldades em falar abertamente sobre o tema, sem ser avaliada como “uma qualquer”. Mas não estou aqui para liberar o meu lado feminista e fazer protestos.

Então, deixando os olhares e pensamentos alheios de lado, penso que a leitura erótica é uma grande chave para o autoconhecimento sexual, respeito a seus próprios limites e ao do outro, fantasias e estimulo para diversão sozinha ou bem acompanhada, além é claro, do estímulo da criatividade sexual.

No momento, estou lendo o livro “Três”, da Melissa P. Este é um dos livros que me foi indicado por minha amiga Lavínia. Estou gostando bastante. Fala sobre arte, escrita, bloqueio criativo e em meio a esses acontecimentos retrata as relações picantes entre os personagens e aborda de forma poética a liberdade sexual e a bissexualidade. Bate um pouco de frente com nossos preconceitos de criação (família) e também religiosos. Nossos, digo meus! Então, também se torna um exercício de pensamento e reflexão.

Outro que dá uma grande “trombada” com os tais preconceitos e briga com nosso aprisionado cérebro é “Caderno Rosa de Lory Lamby”, de Hilda Hilst. Li há uns dois meses. Achei interessante. Excita e pune na mesma medida e não necessariamente nesta ordem.

Na leva de livros com o mesmo poder, cito “A casa dos budas ditosos” do João Ubaldo Ribeiro e “100 escovada antes de ir para cama” da Melissa P.

Tenho apreciado este tipo de literatura, também facilmente encontrada em forma de contos publicados em blogs espalhados pela internet.

Tudo para ler escondidinho no aconchego do seu quarto ou, se você for mais seguro e desinibido (a), compartilhar com o (a) parceiro (a) que lhe será eternamente grato (a).

Elaine Paiva

*Safadista – palavra retirada do “dialeto” criado para a novela Saramandaia, (exibida de terça a sexta-feira, às 23h na TV Globo), do qual gosto bastante. Significa safado, despudorado, sem vergonha e por aí vai…

Um pensamento sobre “Leitura Safadista

  1. Texto super bem escrito. E ficam as dicas de mais leituras safadistas (rs) com os livros citados. Parabéns Elaine Paiva! Jornalista profissa!

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