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A inspetora de alunos Zilda quase perdeu dois animais de uma só vez (Histórias do Publicão)

Ontem, estive novamente no Publicão e tive a oportunidade de conhecer a história da inspetora de alunos, Zilda Helena Lourenço.

Zilda mora nos fundos da casa de sua mãe com uma cachorrinha e duas gatas. No final de julho, uma das gatas, Maria Rita de 1 aninho, começou a passar mal. “Achei que ela estava com verme, cheguei a dar remédio, mas não adiantou, só piorava e não comia”, disse.

Depois de algumas tentativas de tratamentos caseiros, Zilda conseguiu a ajuda de um veterinário que não lhe cobrou a consulta. “Ele me cobrou R$ 20,00 de medicamentos, mas disse que para prosseguir o tratamento eu precisava fazer um ultrassom dela. Dependendo do lugar , o valor estava entre R$ 60,00 e R$90,00.Eu não tinha. Voltei para casa com ela doente”, contou a inspetora de alunos.

Enquanto cuidava de sua gatinha Maria Rita, Zilda começou a perceber que a cachorrinha Jade, de 11 anos, também estava se comportando de forma diferente. “Percebi que onde ela ficava apareciam manchas de sangue. Entrei em desespero, pois se já não podia tratar de um animal doente, ainda mais dois…”, lamentou emocionada.

Em meio a desespero, Zilda viu uma reportagem sobre o Serviço Veterinário da Anclivepa-SP. “Quando fiquei sabendo do hospital, procurei o endereço na hora, mas fiquei com medo de levar as duas, porque achei que não atenderiam mais de um animal, então optei por entrar com Jade, que já estava em choque, pois eu tinha medo de ela morrer, e deixei a Maria Rita escondida”, explicou.

“Fui atendida, e me encaminharam para uma assistente social, conversei com ela e falei sobre a minha situação financeira, e que realmente não tinha condições de tratar da Jade em um hospital particular. Depois da conversa, ela me encaminhou para o atendimento”, contou Zilda, que quando estava no balcão, resolveu falar também sobre Maria Rita, que estava escondida no carro que a levou. “A moça me disse: Meu Deus, então traga ela para dentro! – e atenderam as duas.”

Jade e Maria Rita passaram pela avaliação dos profissionais do Serviço Veterinário da Anclivepa-SP. As duas precisaram passar por uma ultrassonografia. Em Maria Rita, o diagnóstico foi Hepatopatia (doença do fígado) e em Jade, o diagnóstico foi Piométra (infecção grave do útero).

Maria Rita passou por um tratamento com fluidoterapia e Jade teve que ser submetida às pressas a uma cirurgia para a retirada do útero, pois a infecção já estava avançada e podia levá-la à morte.

Atualmente, Maria Rita passa bem e Jade permanece em tratamento, e a inspetora de alunos Zilda, agora mais calma, despediu-se do hospital levando as filhinhas para casa. “Eu jamais achei que isso aconteceria, porque sou só eu para sustentar a casa e fazer as coisas. No meio do desespero pensei que perderia as duas. Pensei em fazer empréstimo, mas eu não tinha como. Eu não consigo nem pensar no que aconteceria”, finalizou Zilda.

Jade se recuperando após cirurgia

O Primeiro Hospital Público do Brasil, apelidado de Publicão, nasceu de uma emenda do vereador Roberto Tripoli (PV), que também participou de projetos como a fiscalização e o combate ao comércio ilegal de cães e gatos, da implantação Merenda Vegetariana em Escolas Públicas e outros projetos voltados para a Proteção Animal.  A novidade surgiu como utopia para os céticos, mas em julho deste ano, o projeto foi posto em prática pela Prefeitura de São Paulo.

A unidade, que é administrada pela Anclivepa (Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo), fica na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo e funciona de segunda a sábado das 7h às 19h. De acordo com a diretoria, os atendimentos são preferenciais à população de baixa renda, sendo assim, os atendidos passam pela triagem de uma assistente social. Para mais informação, ligue 11 2667-7795 / 11 2667-7804 / 11 2667-7789 / 11 2667-7793.

 Elaine Paiva

Um pensamento sobre “A inspetora de alunos Zilda quase perdeu dois animais de uma só vez (Histórias do Publicão)

  1. Olá, sou a dona da Jade. Que pena, gostaria mto q ela estivesse curada, mas ainda está com problemas graves, não pode se alimentar e tudo indica q não irá sobreviver. Os médicos fizeram o q podiam, mas agora depende de exames q não são feitos no Hospital e não tenho condições financeiras de fazer. Ela está nas mãos de Deus. Mas mesmo assim agradeço por tudo que fizeram.

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