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25/05/2010 – Bate papo – Os tempos dos festivais estão de volta – edição 125

Guitarras, baixos, baterias, violões e muito rock n’roll. Bandas e músicos de todas as idades e para todos os gostos. Assim é o Nice Rock Fest, festival no qual se encontram as mais variadas vertentes do rock e também as misturas mais inusitadas. Na retaguarda de todo este processo está o músico Geter Campos de Cerqueira, um “louco” por rock, que tenta incentivar a cultura através da música. Filho e irmão de músicos, Geter conta que conviveu com a música desde a infância, quando ganhou um violão de seu pai. Após uma curiosa passagem pelo samba de roda, o artista apaixonou-se pela percussão e decidiu se dedicar ao estudo de bateria. Porém, não seguiu o caminho do samba, já que o rock “estava na veia”.

Em sua trajetória musical, Geter Campos, que hoje toca guitarra, violão, bateria, baixo, piano, entre outros instrumentos, se apresentou em barzinhos, participou de diversas bandas e chegou a tocar em programas de TV como Programa do Jô, Programa Livre e Musicaos, além da Rádio Gazeta. Durante essas participações, o artista conta que percebeu as barreiras que um músico enfrenta para mostrar seu trabalho. E decidiu, no início de 2010, criar o Nice Rock Fest, segundo ele, uma forma de quebrar as barreiras e auxiliar na divulgação de músicos e bandas independentes.

 E o Fato Paulista não poderia deixar por menos e trouxe o músico Geter Campos de Cerqueira para participar do  Bate-papo Cultural na redação do jornal.

Elaine Paiva (jornalista) – Você disse que o objetivo do seu festival é dar às bandas e aos artistas a oportunidade de mostrar seus trabalhos. Você já teve algum retorno positivo com esse festival e qual foi?

Geter – O primeiro evento que fizemos foi muito pequeno. Foi apenas uma experiência. Não fizemos muita divulgação e para nós o resultado foi surpreendente, pois conseguimos a participação de muitas bandas legais e nem elas mesmas contavam com a grande divulgação que elas tiveram após o festival. Elas estão tendo um bom retorno, tendo oportunidades de mostrar seus trabalhos em outros lugares. Fora a troca de contatos entre eles. Além disso, todas as apresentações são registradas em vídeo e esse material é dado a cada banda, para que ela use como divulgação.

 

Aglécio Dias (jornalista) – Qual é a faixa etária das pessoas que participam desse festival?

Geter – Varia muito. No público, por exemplo, tínhamos desde crianças que os pais traziam, até pessoas acima de 60 anos. E entre os músicos também tínhamos muitos adolescentes e músicos mais velhos. Tivemos a presença de 12 bandas e de um público de 200 pessoas em uma faixa etária muito variada.

 

Daniele de Jesus (cantora lírica) – Quais são suas expectativas para o próximo Nice Rock Fest? 

Geter – Este segundo estamos divulgando bem mais que o primeiro. Temos o apoio da Rádio 100 Jabá e também do Fato Paulista, então eu espero um grande número de pessoas e um retorno muito maior. Quem participou do primeiro já confirmou presença no segundo e tem muita gente nova querendo participar. Teremos uma banda de Goiás, tem também uns músicos do litoral e do interior de São Paulo, e é aí que podemos ver a falta de oportunidade que as pessoas têm de tocar, que faz com que elas se locomovam de tão longe.

 

Elaine Paiva (jornalista) – Você, que já participou de diversos programas de TV da “grande mídia”, acha que existe uma barreira para artistas alternativos?

Geter – Existe sim. Para chegar à grande mídia, o artista tem que ter dinheiro ou ter um contato muito forte dentro do veículo. Muitos artistas têm que pagar para participar dos programas. Eu falo, porque já vivi isso. Não há abertura nenhuma para o músico alternativo. Se existe alguma banda alternativa com espaço na grande mídia é porque o produtor tem algum contato lá dentro, ou elas fazem parte de algum segmento criado pelo próprio produtor e moldado dentro do que é interessante para ele. É um meio muito fechado e é muito difícil quebrar essas barreiras.

Aglécio Dias (jornalista) – Vocês têm algum patrocínio? Qual é o critério que você utiliza para escolher as bandas e artistas que participam do Nice Rock Fest?

Geter – Não temos patrocínio. Faço o festival em um espaço que eu alugo, disponibilizo alguns equipamentos meus para os músicos. E as próprias bandas me ajudam na venda dos ingressos. Para participar do festival, eu dou preferência para artistas que já tenham composições próprias. Eu acho que é um espaço para que eles mostrem e divulguem seus trabalhos. Outro critério, é que o trabalho seja voltado para alguma vertente do rock, que pode até ser misturada a outro estilo.

 

Daniele de Jesus (cantora lírica) – De onde surgiu a idéia do nome do festival?

Geter – Eu queria fazer uma coisa que fosse legal, então eu pensei em “Nice” (em inglês), e coloquei Nice Rock Fest.

 

Aglécio Dias (jornalista) – E porque a escolha de um nome em inglês?

Geter – Por uma questão de estratégia, um nome inglês combina melhor com rock e, em minha opinião, por ser chamativo e curioso, achei que chamaria mais a atenção do público, principalmente das bandas, que em sua grande maioria trabalham músicas com letras em inglês.

Elaine Paiva (jornalista) – Quais projetos você acha que seriam necessários para que essas bandas não tivessem tanto limite para mostrar seus trabalhos. Você já procurou apoio para isso?

Geter – Existem muitos projetos que podem ser desenvolvidos, mas o Poder Público não tem interesse nisso. É como se a música não fosse vista como cultura, muito menos o rock. Mas estamos aqui para provar o contrário. No Nice Rock Fest, tivemos muitas bandas formadas por crianças e adolescentes que poderiam estar na rua, mas estavam fazendo música. Eu acho que o Governo deveria incentivar essas crianças e abrir espaço para elas. E eu pretendo buscar força para isso sim.

 

O próximo Nice Rock Fest acontecerá no dia 17/07

As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 17 de junho.

Para saber mais, acesse o site: www.nicefest.weebly.com

E-mail: – Fone: 11 8105-2283 geter3@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

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