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18/09/2008 – “O Tatuapé está abandonado pela Subprefeitura da Mooca”, diz Vagner Landi – edição 88

 Por Elaine Paiva

O engenheiro urbanista fala de seus projetos e dos problemas que encontra no Tatuapé

O engenheiro urbanista Vagner Landi tem polemizado as reuniões do (Conseg) Conselho Comunitário de Segurança do 30º DP, na discussão pela instalação de uma subprefeitura independente no Tatuapé. Durante a última reunião, Vagner apresentou fotos do bairro (mostradas na edição 86 desse jornal) e reclamou das condições nas quais o mesmo se encontra, tais como a falta de fiscalização do trabalho informal e a falta de cuidado com praças e sinalizações de solo para o trânsito.

Em entrevista ao Fato Paulista, Vagner Landi declarou que o bairro está abandonado pela Subprefeitura da Mooca, que anda sobrecarregada e não dá conta de atender a uma região tão grande. “A Subprefeitura da Mooca está focada no Brás, por conta dos vendedores ambulantes e com outros bairros que precisa atender, não dá ao Tatuapé o atendimento que o bairro precisa. Um bairro que evolui tanto, precisa ter um atendimento a altura”, disse o engenheiro, que ainda fez críticas a divisão de orçamento entre todos os bairros atendido pela Subprefeitura da Mooca, para ele, esse é um fator que prejudica o Tatuapé. “O Tatuapé é um dos maiores arrecadadores de impostos da zona leste. A população é de classe A e B, a renda média por família é de R$ 3.000,00. Tudo o que o bairro arrecada tem que ser investido nele”, reclamou.

Vagner afirma que o bairro tem espaço, dinheiro e estrutura para manter uma administração regional independente e exibe na parede da recepção de seu escritório a frase “Não somos coniventes, queremos um Tatuapé independente”, slogan criado por Omar Luiz, morador do bairro e também criador do abaixo assinado para a implantação da subprefeitura.

Segundo Omar, o abaixo assinado está em padarias e bancas de jornal do bairro e conta com apoiadores como o vereador Gilson Barreto, a vereadora Miriam Athiê, o vereador Toninho Paiva – autor de um projeto para a instalação da subprefeitura – e o escritor Pedro Abarca.

 

Projetos

 

Vagner Landi é, em parceria com sua sócia, a arquiteta e urbanista Paula Zanelatto, responsável pelo projeto de revitalização da avenida Conselheiro Carrão, idealizado pelo subprefeito de Aricanduva/Carrão/Vila Formosa e apresentado em junho à Prefeitura.

Futuramente, o engenheiro pretende apresentar um projeto (segundo ele, já antigo) de revitalização da avenida Celso Garcia e a avenida Amador Bueno da Veiga. Nessa “operação urbana”, ambas avenidas, devem ser alargadas, sinalizadas e receber calçadas que facilitem o acesso de pessoas com deficiência física. Para a realização dessa obra, 70% dos imóveis da Celso Garcia – entre o Brás e a Avenida Salim Farah Maluf – devem ser desapropriados. De acordo com Vagner , são todos imóveis vazios e degradados.

Há ainda o projeto de um túnel, com cerca de 1,4 km, que deve passar embaixo do Centro Histórico da Penha, fazendo a ligação da ladeira da Penha à Amador Bueno da Veiga, além de um projeto de revitalização de cemitérios, produzido pela arquiteta Paula Zanelatto, a proposta deve começar pelo cemitério de Vila Formosa.

O subprefeito da Mooca responde

 

  

 http://www.fatopaulista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=670&Itemid=34

  

Questionado sobre as declarações de Vagner Landi, o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak (foto) diz que discorda da opinião do engenheiro. Ele acredita que, embora a Subprefeitura atenda mais outros 5 bairros, não há falta de atenção ao Tatuapé, e segundo ele a regional da Mooca tem feito um bom trabalho no bairro. “A reforma da Praça Silvio Romero foi feita nesse ano, está mais iluminada e mais segura. A maior obra em andamento é o complexo Padre Adelino, sei que algumas pessoas são contra, mas as novas pistas serão muito importantes para desafogar o trânsito da região, o que facilitará o acesso entre os distritos. Hoje é possível descer a rua Tuiuti até o metrô Tatuapé pelas calçadas, pois foram reformadas, a Subprefeitura tem atuado com muito rigor e está presente”, afirmou o subprefeito.

Eduardo diz que a implantação de uma subprefeitura não deve ser feita apenas no Tatuapé,  já que há outros bairros que também necessitam de mudanças em seus limites administrativos. “Acho que cabem mudanças em nossa região, mas não podem ser pensadas isoladamente, pois diversos aspectos devem ser considerados, inclusive orçamentário, disse.

De acordo com Eduardo Odloak, as subprefeituras de São Paulo possuem um orçamento de, em média, 27 milhões de reais, incluindo a folha de pagamento, e isso deixa muito pouco para os investimentos ideais.  O subprefeito concorda que possa haver uma reavaliação da divisão de orçamento, porém tudo deve ser analisado com cuidado. “Acho que a discussão que envolve os critérios dessa divisão pode ser revista, mas não apenas para criar pequenas subprefeituras sem estrutura, mas para criar maior identidade entre as áreas”, encerrou.

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