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28/03/2008 – Osquestra Paulistana: Uma nova moda de viola – edição 76

 

Cordas, talento e inovação. Essas são algumas palavras que definem o que é a Orquestra Paulistana de Viola Caipira. O grupo, que surgiu no bairro de Vila Esperança, Zona Leste de São Paulo, em 1997, formado pelo Maestro Rui Torneze, era apenas uma turma de músicos que se reunia para praticar a viola, sempre na casa de um ou outro integrante, e “sem a menor pretensão de ser orquestra”, brinca o Maestro.

Após serem convidados para se apresentar em um pesqueiro em Santa Isabel, interior de São Paulo, o grupo percebeu o queria.  A partir daí, os ensaios passaram a ser semanais e as apresentações constantes. “Eram compromissos bem humildes, uma festa de aniversário, uma festa beneficente na igreja, num asilo, e assim foi.”, conta Rui.

Com o sucesso, cresceu também o número de integrantes. Então, surgiu a idéia de alugar um espaço que seria uma espécie de “quartel general” da orquestra. E em 2001 foi fundado o Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras, que funciona como um centro cultural onde são oferecidos cursos de viola caipira, violão popular, culinária regional, workshops, além  de curso gratuito de viola caipira para a 3ª terceira idade. E muitos dos alunos passam a fazer parte da orquestra. Atualmente são mais de 40 músicos de todas as idades, “a mais nova aqui tem 7 anos e o mais velho tem 83”, afirma Lucas Torneze de 20 anos (Filho do Maestro Rui, professor do Instituto e solista da orquestra há 10 anos). “É uma reunião gerações. Eu toco há 3 anos e me emociono sempre.” diz Márcia Eliete Guedes, 62 anos (integrante da orquestra).

Em 2002, a orquestra gravou o seu primeiro CD e DVD, com 17 músicas ao vivo. O grupo já se apresentou em programas como o Mais Você, Domingão do Faustão, SPTV, Viola, Minha Viola e  viaja com shows por todo o Brasil. E o sucesso se deve ao grande diferencial: Um repertório rico e variado, que contém, além dos clássicos da música caipira, uma abordagem do rock, MPB,  música erudita, entre outros. Ou seja, músicas para todos os gostos, interpretadas com a riqueza rítmica da viola. “Devido à grande preparação técnica e cultural dos nossos músicos é que conseguimos fazer essa diversificação” explica o maestro.  “A gente mostra que a viola não é um instrumento limitado. Serve para tocar todo tipo de música.”, completa Arnaldo de Freitas (músico do programa Viola, minha viola, e solista da orquestra há 2 anos).

E para 2008, a Orquestra traz novidades: A gravação do seu segundo DVD ao vivo, em abril, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo; e o projeto do curso de luthiaria (fabricação de violão e viola), para jovens em situação de risco social. A Orquestra Paulistana se reúne todas as terças-feiras, na sede do Instituto, para os ensaios abertos ao público, que são sempre acompanhados de deliciosos pratos da culinária caipira, preparados pela Dona Heidy, mãe do Maestro Rui.

 

Contatos: http://www.orquestradeviola.com.br/

Rua Jorge Augusto, 606 – Vila Matilde – São Paulo – Fone: 11 6682-7780

http://www.fatopaulista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=258&Itemid=38

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