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27/04/2010 – Subprefeito de Itaquera participa da Coletiva com a Comunidade – ed 123

 
Mais uma vez saindo na frente, o Fato Paulista, recebeu o atual subprefeito de Itaquera Roberto Tamura para uma Coletiva com a Comunidade. Demonstrando muita disposição para o cargo, Roberto Tamura, que chegou acompanhado da chefe de gabinete Alice Coutinho Magro, do engenheiro Clayton e do supervisor de uso e recuperação do solo Arnaldo, se disse aberto para as reivindicações da população, falou sobre combate à pirataria, acessibilidade e ameaçou cortar a cabeça de supostos funcionários fantasmas da Subprefeitura.

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 Valdir Timóteo (Movimento Inclusão Já) – por e-mail – Sou cadeirante e gostaria que o senhor nos dissesse que obras de acessibilidade serão feitas em sua gestão para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida em Itaquera?

Roberto Tamura – É inadmissível hoje imaginar a construção de um prédio ou praça que não visualize o atendimento às pessoas com mobilidade reduzida. A nossa população também está envelhecendo mais, e mais do que nunca e eu acho que o Poder Público tem que estar preocupado com isso. A legislação não permite mais nenhuma construção, seja ela pública ou privação que não tenha previsão de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A planta não é aprovada. Por outro lado, cabe uma responsabilidade muito grande à população também. Eu tenho visto pessoas que constroem suas casas e fazem calçadas que são perfeitos “paredões” e não tem condições de uma pessoa com deficiência escalar essas calçadas. Mas isso cabe ao CPDU fiscalizar e não aprovar a planta e onde estiverem pessoas desobedecendo a lei, nós vamos embargar a obra. Além disso, vamos tentar corrigir essas calçadas para que facilitem o acesso da população.

 

Antônio Carlos Ramos de Azevedo “Velório” (Associação Portal Dom Bosco) A rua Ursulina D’Ângelo está com muitos problemas. Tem um buraco muito fundo lá e nem um carro consegue passar. O que o senhor poderia fazer por nós?

 

Roberto Tamura – Eu já estou sabendo desse problema, como está o andamento?

Arnaldo Carvalho da Silva ( Coordenador de CPDU – Coordenação de Pojetos e Desenvolvimento Urbano – O projeto já está feito e nós estamos orçando ele.

Roberto Tamura – Você sabe o valor aproximado disso e se temos esse valor?

Arnaldo Carvalho da Silva  – O valor não está fechado, mas gira em torno de R$ 30mil ou R$ 40 mil? Nós temos esse valor.

Roberto Tamura – Então a obra está autorizada.

 

Branca Costa (Moradora da Vila Verde) – Eu gostaria de pedir uma coisa que já pedimos para o ex-subprefeito Laert e ele não conseguiu fazer. Na Escola Deputado Cássio Ciampolini tem algumas árvores que estão quase caindo e temos muito medo. Essa escola fica na rua Guapeba, que é muito pequena e essas arvores podem fazer muito estrago se caírem e nós seremos muito prejudicados.

Roberto Tamura – Dependendo da idade da árvore, isso não compete à Subprefeitura, precisamos da autorização da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, mas vamos cobrar isso deles. A Secretaria precisa que seja feito um laudo para autorizar o corte, tem todo um processo que precisa ser seguido. O subprefeito não tem autoridade para sair cortando árvores. Podemos mandar podar e até plantar árvore em algum lugar. Mas se uma árvore for antiga, não podemos cortar sem autorização, mas eles já foram informados e vamos tentar agilizar a resposta.

 

Arnaldo Carvalho da Silva  – As árvores dessa rua são bem antigas e esse caso já está na Secretaria do Verde.

 

Norberto Romero (Comerciante) – Foi construído aqui em Itaquera um pátio de eventos, destinado a idosos, para caminhadas, etc. Lá foi lançado o projeto Escola da Leandro de Itaquera e de repente sumiu todo mundo. É justo hoje esse espaço estar ao léu nas mãos de burocratas, cheio de lixo, sendo que é um espaço que foi prometido pela outra gestão para a comunidade?

Roberto Tamura – Eu quero ir pessoalmente visitar esse espaço e quero ver pessoalmente. Vou fazer uma retrospectiva do que foi prometido na outra gestão para cobrar e saber como é que vai ficar isso.

 

Francisco Roldan Pereira “Chinito” (ACEMI) – Em todo bairro que tem uma linha de trem, um lado tende a crescer e o outro não. Do outro lado da linha, onde está situada a Unicastelo, necessitamos de uma agência bancária, de um posto de saúde e de um posto policial. Eu gostaria que o senhor nos ajudasse, porque isso já foi pedido na gestão anterior e nada foi feito.

Roberto Tamura – Vou pedir para que a Dona Alice anote isso e vamos ver a possibilidade para que essas coisas sejam feitas.

 

Natal Medeiros do Santos (Morador da Vila Carmosina) – Na rua Menininha Lobo, quando chove não sobe nenhum carro.  Além disso, não conseguimos registrar as escrituras de nossas casas porque a rua é sem saída. O que o senhor poderia fazer a respeito?

 

Arnaldo Carvalho da Silva  – Essa rua está em processo de cadastro ainda e isso leva tempo.

 

Roberto Tamura – Eu não posso prometer nada porque não depende só de mim, depende de outras secretarias. Vou perdi para o CPDU levantar isso e vamos brigar e pedir para o prefeito agilizar isso.

 

Dílson Barbosa (Morador da Vila Brasil) – Eu gostaria de saber qual a sua posição a respeito de algumas ruas aqui da região de Itaquera que não têm CEP e muito menos pavimentação. O mínimo que um contribuinte tem que ter é um CEP. O senhor tem interesse em regularizar essa situação?

 

Arnaldo Carvalho da Silva – Esse não é um problema dessa rua só. É o problema de muitas ruas aqui no bairro. Itaquera é um bairro novo, e muitas ruas ainda não estão cadastradas. O “Velório”, que trabalha no setor de cadastro pode responder bem isso.

 

Roberto Tamura – Isso não é competência da Subprefeitura, mas eu quero o levantamento de todas essas ruas. Vou marcar uma reunião com o secretário responsável por isso e pedir para agilizar esse processo. Eu sei o quanto é importante para as pessoas tem um endereço e ter um CEP.

 

José leal (Presidente do CONSEG do 32º DP e delegado municipal do PSDB) – Sou um grande conhecedor da opinião do Tamura.  Eu, como delegado do PSDB viajava com ele nas convenções. Militamos juntos há uns 20 anos. Eu só quero dizer a ele que o diretório do PSDB e o Conseg estão à disposição para tudo o que ele precisar. Nós te daremos todo o apoio e vamos fazer de tudo para colaborar com o seu trabalho aqui em Itaquera, porque sabemos da sua capacidade e dedicação.

 

Norberto Campos (Comerciante) – Quando tínhamos o posto policial, tínhamos menos problemas com “ladrõezinhos iniciantes” aqui na região. Depois que o posto foi desativado, um grave problema que temos aqui são esses “ladrõezinhos iniciantes” perigosos, então, eu gostaria de saber do senhor, qual o andamento da instalação do posto policial. Porque para desativar foi tão rápido e para ativar está tão complicado? Além do posto, precisamos de policiais novos que não fiquem parados, que façam uma ronda.

 

Alice Coutinho Magro – A parte que tinha que ser feita pela Subprefeitura foi feita, agora estamos dependendo um pouco da Policia Militar. Antes de ativar o posto é necessário colocar vidros blindados. O Estado disse que já foram comprados e estamos esperando.

 

Mariza (Associação Elo do Futuro) – Eu faço parte de uma associação que trabalha na área da saúde. Ao lado dessa associação tem dois terrenos. Eu não sei de quem são, mais tem ratos, sujeira em uma região com muito escoamento de água. É um terreno baldio sem muro e causa uma situação muito ruim. Não sei se isso é competência da Subprefeitura, mas se for eu gostaria de pedir uma solução.

 

Arnaldo Carvalho da Silva – Esses terrenos são particulares e devem ser mantidos pelo proprietário.

 

Roberto Tamura – Nos passe depois o endereço certo. Encontraremos o proprietário e ele terá 30 dias para limpar o terreno.

 

Diócles Durze (Aposentado) – Aqui em Itaquera falta uma coisa que falta em São Paulo inteira: sanitário público. Gostaria de saber se o senhor poderia resolver esse problema.

Roberto Tamura – Quando se faz um sanitário é preciso colocar gente para tomar conta e para limpar esse banheiro. Porque se não cuidamos, as pessoas vão utilizar esses banheiros para outras atividades. Isso tem um custo muito alto. Por isso que a legislação obriga que todos os estabelecimentos comerciais tenham banheiros para que as pessoas possam utilizar. Se fizermos banheiros públicos aqui, eu tenho medo de que a folha de pagamento vá lá para cima, porque teremos que colocar no mínimo uns três funcionários em cada banheiro. A pergunta é: iríamos cobrar pela utilização? Se for, eu também não sei se o movimento desse banheiro pagará a despesa. É uma faca de dois gumes.

 

Benedito Bezerra (Ator e membro da Associação XV de Novembro) – Eu sou ator e nunca tive a oportunidade de mostrar um pouco do meu trabalho aqui em Itaquera. O senhor tem a preocupação de construir aqui em Itaquera um teatro, um centro cultural, algum espaço onde os artistas da região possam apresentar o seu trabalho e mostrar um pouco da sua arte?

Roberto Tamura – Quando eu fui subprefeito do Aricanduva, eu tinha um sonho de construir um centro cultural bem em frente ao Shopping Anália Franco. Um teatro, com escola de música, uma espécie de conservatório dramático e musical da zona leste. E o projeto estava pronto.  Quando eu estava lá, a minha obrigação era brigar para a coisa acontecer lá. Agora que estou aqui, a minha obrigação é brigar para a coisa acontecer aqui, até porque Itaquera é o centro da zona leste. Mas, como é você sensibiliza a classe política para fazer um investimento desses? A cultura é uma coisa que o Brasil ainda tem muito para desenvolver. Falta muito investimento. Eu sou um apaixonado pelas questões culturais. E eu acho que quem faz a cultura são as pessoas que estão envolvidas nela: o ator, o músico, etc. Os artistas que têm que se organizar em um conselho para discutir políticas de cultura, para que as coisas nasçam de baixo para cima.

 

Maria do Carmo (Associação Elo do Futuro) – Moro na Vila Carmosina, em um bairro que não é legalizado, próximo da rua Vitório Santim. É uma invasão, mas moramos lá há nove anos e as pessoas têm muita dificuldade de chegar até a Prefeitura para pedir legalização das casas, para termos água, luz e esgoto legalizados.

 

Roberto Tamura – Precisamos ver se a área é particular. Se for, a Prefeitura não pode fazer nenhum benefício. Nossos técnicos precisam estudar bem a área, para ver se não é uma área de risco, se não tem problemas de enchentes, desmoronamento, pois não podemos legalizar uma área assim. Mas se tem uma associação, organizem a associação, porque é muito mais fácil eu conversar com a associação do que conversar de uma forma individualizada. Se for uma área particular, vamos conversar com o proprietário, se ele não tiver interesse na área, vamos chamar um advogado e tentar fazer usucapião. Precisamos estudar para saber se há a possibilidade de urbanização.

 

Padre Domingos – O ingresso da juventude na criminalidade na nossa região é muito gritante. Seria possível termos um pequeno complexo poliesportivo e cultural ali na região do Parque do Carmo? Ali tem muitos terrenos que estão sendo sub-utilizados.

Roberto Tamura – O político está tão desacreditado que não consegue reunir o povo mais para nada, padre. Ainda bem que os religiosos ainda conseguem reunir a população. Os artistas precisam se reunir. Precisamos reunir pessoas ligadas à cultura, ao esporte, etc, porque eu acredito muito em ONGs, e nós podemos cadastrar essas pessoas no projeto Guri, por exemplo, e utilizar esses espaços. Quando o projeto é feito por políticos, eles querem deixar a marca deles, mas quando é feito pelo povo, pode entrar o político que for que o projeto não muda. Então temos que unir esses artistas e nos juntarmos com outros órgãos que querem a mesma coisa, como o Rotary, o Lions, por exemplo. Nós temos que usar a criatividade.

 

Amaury Roldan Pereira (Contabilista e líder comunitário) – Eu li no Fato Paulista, que um dos seus grandes problemas são os ambulantes. Essa é uma profissão necessária, mas atrapalha os comerciantes que pagam seus impostos. Eu gostaria de lembrá-lo que há uma lei que está totalmente em vigor na Subprefeitura de Itaquera. Nós temos o CPA (Comissão Permanente de Ambulantes), nós temos o MEI (Micro Empresário Individual), que são leis que vem ajudar os ambulantes. A ACEMI também propôs a criação de um local para abrigar os ambulantes. Então são soluções para resolver problemas sociais. O que o senhor tem a dizer a respeito.

Roberto Tamura – Se o Laert tivesse realmente aplicado a lei, boa parte dos ambulantes estariam fora. Nós temos apenas 70 pessoas que têm TPU (Termos de Permissão de Uso), o resto não tem. Ontem eu fiz uma visita lá e vi que tem gente vendendo produto pirata e isso é crime. Essas coisas vão me obrigar a tomar atitudes drásticas. Eles já estão lá ilegalmente. Se eu for aplicar a lei, tenho que arrancar todo mundo. E se tiver criminalidade eu não vou agir contra um ou dois eu vou lá e vou arrancar todo mundo. Eu vou querer notas fiscais e origem dos produtos. Essa ação não é contra os ambulantes, porque muitos são pais de família. É contra a criminalidade e o contrabando.

 

José Damião (Associação da Vila Progresso e membro do Comitê Municipal do PSDB) – Lá na Vila Progresso temos um grande problema: todas as entradas e saídas de lá estão na rua Coroa de Frade e essa rua não tem condições de ter duas mãos. Temos que fazer uma mão só. É um grande transtorno.

Roberto Tamura – Quem faz o estudo viário não é o subprefeito, nós dependemos da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) para fazer um estudo. Aí sim podemos pensar uma solução. Farei uma visita lá.

 

Valmir Macedo (escritor) – O senhor disse que tinha um sonho de construir um teatro, mas de concreto, o senhor tem algum projeto para Itaquera?

Roberto Tamura – Eu não quero que esse projeto nasça de mim, quero que nasça de vocês. Só assim, ele nascerá de forma legítima. Por isso quero criar o Conselho Municipal da Cultura aqui em Itaquera.

 

Doquici Iwama (Comerciante e moradora do XV de Novembro) – Nós do XV de Novembro passamos duas demandas para o subprefeito Laert, só que não deu tempo de ele cumprir. Um é a troca de todas as galerias da Rua Damásio Pinto, que estouram com a pressão do volume da água de esgoto. A outra é em relação a um espaço que se chama Sabquina. Era uma associação do bairro e o prédio está fechado há mais de trinta anos. Esse imóvel detém uma divida com o IPTU de aproximadamente R$ 200 mil, fora as dívidas com a Sabesp e a Eletropaulo. Estamos correndo atrás da documentação, mas ninguém tem os R$ 200 mil para reabrir aquele espaço. Queremos montar um centro para crianças ou para idosos lá.

Roberto Tamura – Vamos marcar para eu dar uma olhada nesse local. Quero olhar por dentro e por fora. E gostaria que a comunidade estivesse junto. Vamos ocupar esse espaço.

 

Fernando Henrique (morador da Cidade Líder) – Gostaria de fazer uma cobrança sobre do córrego do Rio Verde, que fica na Cidade Líder. Desde que me entendo por gente que aquele córrego tem enchente. Grandes empresários não investem no local por conta desse problema. Eu gostaria que o senhor fizesse uma visita ao local e visse com seus olhos o que está acontecendo.

 

Arnaldo Carvalho da Silva – A área do córrego está dentro do projeto do parque linear. Só que está em discussão ainda a questão de remoção das famílias que moram próximo do córrego.

 

Rodnei Lafaiete (Presidente da Associação Nacional de Defesa do Consumidor de São Paulo – ANDECON) – Hoje eu estou aqui para defender as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no tocante às agências de banco da região. Nós, com a presença do Fato Paulista, visitamos os sete bancos aqui de Itaquera e a conclusão que chegamos é que nenhum deles está adequado para pessoas com deficiência. E todos eles usam o selo de acessibilidade. E o que é mais grave é que o Banco Real, que foi reformado a cerca de 2 ou 3 meses atrás, tem um elevador para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, porem está quebrado há um ano. O gerente da agência me disse que não tem alvará de concessão e que ninguém da Subprefeitura foi até lá. Qual é o critério da Subprefeitura na concessão de alvarás para essas agências bancárias?

Roberto Tamura – Eu preciso verificar quem autorizou essa planta. Todas as agências devem ter acessibilidade. Vamos notificar todas, dar prazo para eles. Se eles não executarem, então fecha.

 
Luiz Mário Romero– Estou muito feliz com a presença do subprefeito Roberto Tamura aqui no jornal. Espero que o senhor faça justiça aqui na região e as nossas portas estarão sempre abertas. É bom ouvir o senhor dizer que vai tomar atitudes sérias aqui na região. Muita coisa precisa ser resolvida, pois enquanto um escritor talentoso assim como o Walmir, com 15 títulos publicados não tem oportunidades, Itaquera tem um clube de lojistas que não tem lojistas.

 

http://www.fatopaulista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1501&Itemid=35

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