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Medicamento sem orientação médica: O caso da gatinha Menina é um alerta para todos! (Histórias do Publicão)

O problema da gatinha Menina aconteceu por conta de um erro que vários de nós cometemos: o uso de medicação sem orientação médica.

“Ela estava no cio, e eu fiquei com medo que ela tivesse filhotes, então apliquei uma injeção nela, o problema é que ela já estava prenhe”, contou a proprietária Jussara Felipe de Lima.

Com o passar do tempo, a barriga de Menina começou a crescer. “Eu pensei que a injeção não tinha feito efeito”, disse Jussara, que não sabia  que, na verdade, a injeção teve um efeito totalmente prejudicial à saúde de sua gatinha.

            Menina realmente estava prenhe quando recebeu a injeção de anticoncepcional.  Jussara começou a perceber algo estranho, quando a gata, já com a barriga grande, começou a ter sangramentos. “Fiquei desesperada e tirei o dinheiro do meu aluguel para levá-la ao veterinário. Lá foi feito um exame e disseram que os filhotes estavam mortos dentro dela e que ela precisava de uma cirurgia para tirá-los com urgência, senão também morreria”, relatou.

A cirurgia sairia em torno de R$ 1.200. “Eu não tinha a menor condição de fazer. Não tenho cartão de crédito, nem cheque. Estou desempregada, e gastei o dinheiro do meu aluguel com a consulta e o exame. Voltei para casa com ela, muito triste, porque eu sabia que ela morreria em casa e por minha culpa”, lamentou.

Jussara conta que passou a noite em oração, pedindo pela saúde de Menina, e que alguém a ajudasse, já que ela não poderia fazer mais nada.  “No dia seguinte, uma amiga me falou sobre o hospital público. E eu fui correndo levá-la. Cheguei atrasada e já chorando, porque achei que não seria atendida, mas consegui pegar a senha”, contou Jussara.

No Serviço Veterinário da Anclivepa_SP, Menina passou por uma avaliação clínica e realizou uma ultrassonografia, na qual foi constatada a morte de seus filhotes e a necessidade de um procedimento cirúrgico de urgência. “Quando uma situação dessas acontece, há um grande risco de morte, pois os filhotes apodrecem dentro dela e isso pode causar uma infecção generalizada”, ressaltou a veterinária Fabiana Augusto.

A gatinha passou por uma cirurgia na qual foi feita a retirada dos filhotes e também uma castração. Menina passa bem, mas o susto valeu para nos alertar e também alertar a proprietária Jussara. “Eu tenho consciência de que errei, mas agradeço a Deus por ter conseguido atendimento a tempo de salvá-la”, finalizou.

O Primeiro Hospital Público do Brasil, apelidado de Publicão, nasceu de uma emenda do vereador Roberto Tripoli (PV), que também participou de projetos como a fiscalização e o combate ao comércio ilegal de cães e gatos, da implantação Merenda Vegetariana em Escolas Públicas e outros projetos voltados para a Proteção Animal.  A novidade surgiu como utopia para os céticos, mas em julho deste ano, o projeto foi posto em prática pela Prefeitura de São Paulo.

A unidade, que é administrada pela Anclivepa (Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo), fica na Rua Professor Carlos Zagotis, 3, bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo e funciona de segunda a sábado das 7h às 19h. De acordo com a diretoria, os atendimentos são preferenciais à população de baixa renda, sendo assim, os atendidos passam pela triagem de uma assistente social. Para mais informação, ligue 11 2667-7795 / 11 2667-7804 / 11 2667-7789 / 11 2667-7793.

Elaine Paiva

8 pensamentos sobre “Medicamento sem orientação médica: O caso da gatinha Menina é um alerta para todos! (Histórias do Publicão)

  1. parabens por esta iniciativa do vereador Roberto Tripoli

  2. Poderia existir mais pessoas como o vereador Roberto Trípoli em outras cidades. Iniciativas como essa em transformar em realidade um hospital público para animais, é louvável e merece divulgação. Sei também que o deputado federal Ricardo Trípoli é atuante nas causas animais. Precisamos de mais gente assim! E o caso acima, serve de alerta para que se faça a castração sempre.

  3. Isso que dá deixa animal sem castrar, e depois ficar desesperada para dar um fim nas crias, fazendo qualquer negócio para se livrar!!! Deveria ser processada.

    • Ainda bem que a menina foi salva, ufa! Grande Tripoli! Ele está concorrendo esse ano como vereador gente, o número é 43666!!! Só para prefeito que está bem dificil de escolher.

  4. Fácil “julgar”..dna Vilma ! Atire a primeira pedra..a senhora que é tão perfeita !
    Errar, ela errou..mas, correu atrás, e aprendeu com isto.
    Além de que..não é todo mundo que tem $$ pra fazer castração particular : já pensou nisto ?
    Sou da opinião..que castração deveria ser direito do cidadão tutor de qualquer animal.
    Existem vários hospitais veterinários públicos…e tantos profissionais formados nestas instituições (eu, inclusive) que são bancadas com o dinheiro da população ! Nada mais justo, que recebessem este benefício em troca : como direito, e não – favor ! Um dia ainda irão me dar razão !
    E cuidado..dna Vilma : “com a mesma medida com que julgardes, sereis julgada” , disse Jesus.

  5. PARABENS à iniciativa e realização do publicão. Moro no Tatuapé, e estou louca para ir conhece-lo, pois o feito é tão bom, q nem parece ser verdade!!!

  6. Concordo com a Vilma. Irresponsável, teria sido muito mais fácil castrar. Deu uma injeção sem saber (que inclusive causa câncer), e a pobrezinha é quem pagou o pato. Deve ter sofrido muito, tadinha.

  7. Castrei tres dos meus gatos atraves da Zoonose, fiz o cadastro dos tres que foram encaminhados para uma clinica na Vila Prudente, foram castrados. Foram muito bem tratados, o lugar é limpissimo, profissionais maravilhosos. Hoje temos um Hospital Veterinário, São paulo
    precisa me mais alguns. Se temos amor aos nossos bichinhos de estimação, vamos cuidar deles, a começar com a castração..

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